Integrar a natureza na arquitetura: o papel das coberturas verdes
A presença de vegetação nos edifícios deixou de ser apenas uma questão estética. As coberturas verdes permitem integrar natureza na arquitetura e acrescentar novas funções a superfícies que tradicionalmente permanecem subaproveitadas.
Ao transformar uma cobertura num espaço vegetado, é possível criar uma relação diferente entre o edifício, os seus utilizadores e o ambiente envolvente.
A gama Sopranature®, da SOPREMA, disponibiliza diferentes sistemas de vegetação que permitem adaptar esta integração às características e objetivos de cada projeto.
Uma cobertura pode fazer parte da arquitetura
Durante muito tempo, a cobertura foi encarada principalmente como um elemento técnico destinado a proteger o edifício.
Com a introdução de vegetação, pode passar a assumir também uma dimensão paisagística.
A cobertura pode tornar-se parte integrante da arquitetura, contribuindo para a imagem do edifício e para a sua relação com a envolvente.
Dependendo do sistema escolhido, pode assumir o carácter de uma superfície vegetal discreta, de um jardim ou de uma área destinada a outras utilizações.
Vegetação adaptada ao conceito do projeto
A escolha da vegetação permite criar diferentes ambientes.
A Toundra, com uma seleção diversificada de sedums, permite uma integração vegetal mais simples.
A Toundra Flore, com plantas perenes e bolbosas, acrescenta maior diversidade.
Já soluções como a Garrigue, a Pampa e a Landes permitem criar coberturas com uma presença vegetal mais desenvolvida e características paisagísticas distintas.
Desta forma, a vegetação pode ser escolhida não apenas pelas suas características técnicas, mas também pela forma como se pretende que a cobertura se integre visualmente no projeto.
Uma extensão dos espaços verdes
Uma cobertura verde pode funcionar como uma extensão dos espaços exteriores do edifício.
Quando concebida para utilização humana, pode transformar-se num jardim ou num espaço de permanência.
A solução Landes, por exemplo, foi desenvolvida para criar um jardim na cobertura, utilizando plantas herbáceas perenes, gramíneas e pequenos arbustos.
A cobertura passa assim a fazer parte do espaço exterior do edifício, criando uma nova área verde sem necessidade de ocupar terreno adicional.
Natureza onde antes existia apenas uma superfície técnica
Nas zonas urbanas, a disponibilidade de espaço para criar novas áreas verdes é limitada.
As coberturas representam uma superfície já existente que pode ser aproveitada para introduzir vegetação.
Esta possibilidade permite pensar a cidade de uma forma diferente: não apenas através da criação de novos parques e jardins ao nível do solo, mas também através da valorização das superfícies existentes nos edifícios.
Diferentes escalas de integração
Nem todos os projetos têm as mesmas possibilidades.
Uma pequena cobertura pode receber uma solução vegetal destinada sobretudo à criação de uma superfície verde.
Uma cobertura de maiores dimensões pode permitir desenvolver percursos, zonas ajardinadas ou espaços de utilização.
Em projetos específicos, pode ainda ser possível integrar agricultura urbana através da solução Cultiva.
A solução deve ser, por isso, pensada em função da escala e das características do edifício.
Uma cobertura com benefícios para além da estética
A integração de vegetação não deve ser entendida apenas como uma opção paisagística.
As coberturas verdes podem contribuir para a gestão das águas pluviais, o arrefecimento urbano, o conforto térmico e acústico, a melhoria da qualidade do ar e a promoção da biodiversidade.
A componente estética é, portanto, apenas uma das dimensões da solução.
A vegetação pode acrescentar funções ambientais e contribuir para melhorar a relação do edifício com o seu contexto.
Projetar com a natureza
Integrar uma cobertura verde exige que a vegetação seja considerada desde as primeiras fases do projeto.
A estrutura, a impermeabilização, a drenagem, o peso, a irrigação, a manutenção e o tipo de vegetação devem ser analisados em conjunto.
Uma nova relação entre edifício e cidade
As coberturas verdes permitem alterar a forma como os edifícios se relacionam com o ambiente urbano.
Uma superfície que antes era praticamente invisível pode tornar-se um espaço de natureza, um jardim, uma área de biodiversidade ou mesmo um espaço produtivo.
Esta transformação permite aproximar a natureza dos locais onde as pessoas vivem e trabalham.
A arquitetura também pode crescer para cima
As cidades precisam de encontrar novas formas de integrar espaços verdes sem depender exclusivamente da disponibilidade de terreno.
As coberturas oferecem uma oportunidade já existente.
Com as soluções Sopranature®, a SOPREMA permite transformar coberturas em espaços vegetados adaptados a diferentes objetivos, desde soluções extensivas até jardins e agricultura urbana.
Integrar natureza na arquitetura é também aproveitar melhor aquilo que já construímos.


